Doze pessoas que saqueavam cargas nas estradas do Paran√° são presas em megaoperação da PRF

Por Jornal Cianoticias em 10/02/2024 às 11:06:10
Foto: PRF

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A Pol√≠cia Rodovi√°ria Federal (PRF) e Pol√≠cia Civil do Paran√° (PCPR) deflagram na quinta (8) uma megaoperação que prendeu 12 pessoas que fazem parte de uma organização criminosa respons√°vel por furtos, roubos e receptação de cargas no Paran√°. Das doze pessoas presas, a operação conseguiu prender o l√≠der e seu braço direito.

Popularmente conhecido como "vazada", o crime era realizado mediante o arrombamento dos compartimentos de carga de caminhões, em movimento ou mesmo parados

As cargas geralmente eram de soja ou fertilizantes. Durante os crimes, os autores rompiam os lacres que travavam o compartimento dos caminhões e derramavam a carga na rodovia, posteriormente, outros integrantes recolhiam a carga do chão.

Com um levantamento feito pelo setor de intelig√™ncia da PRF que levou cerca de seis meses, os policiais apuraram que a modalidade criminosa geralmente acontecia na região litor√Ęnea do estado, causando preju√≠zo financeiro às empresas e ao fluxo vi√°rio de caminhões com destino ao Porto de Paranagu√°, uma vez que o tr√Ęnsito era interrompido para a limpeza da pista.

Com base em investigações de alta complexidade, foi identificado que o grupo criminoso se utilizava de uma Organização Não Governamental (ONG) para tentar legitimar a origem das cargas saqueadas.

A referida ONG, que trata de indiv√≠duos com depend√™ncia qu√≠mica, era acionada para recolher as cargas despejadas no solo, porém referidas cargas eram, na sequ√™ncia, entregues aos integrantes do grupo criminoso. Foram identificados diversos repasses de valores provenientes do l√≠der do grupo criminoso para a ONG, como contrapartida pelas cargas recolhidas.

As investigações apontaram que a organização não era respons√°vel apenas pelo recolhimento, mas era utilizada pelos criminosos para mascarar a origem il√≠cita das cargas, que, em seguida, eram vendidas pela organização criminosa sem a devida emissão de nota fiscal ou a partir de notas fiscais fraudulentas. Também foi constatado que a ONG não emitia notas fiscais referentes às cargas recolhidas, entregues ao grupo criminoso, que, como contraprestação financeira, realizava doações simuladas à organização.


Fonte: Redação Bem Paran√°

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